quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Ruínas

Pretendo colocar fotos que tirei da casa em que morei, mas não as possuo no momento. Por enquanto, postarei algumas tiradas em fevereiro:

Para se ter uma ideia de como estão as doações no município, a prefeita publicou comunicado oficial pedindo a suspensão da doação de roupas e alimentos ao município. Em minhas penúltimoa visita ao município cheguei junto a uma van escolar cheia de doações. Na última visita, na hora de partir havia um caminhão lotado, acredito, que de doações que a população precisa.

O endereço do comunicado segue abaixo:

http://www.saoluizdoparaitinga.sp.gov.br/mensagem_imprensa.pdf

No momento a população precisa de outras doações. Como consta no site do município, são objetos de higiene pessoal, utensílios de cozinha, de cama, mesa e banho, móveis, eletrodomésticos, e remédios. Quando entrei no ginásio vi vários objetos desses, mas obviamente não o suficiente para suprir a necessidade de toda a população. Então peço que deem atenção a esse pedido da prefeitura. O pedido desses objetos pressupõe do pensamento de que parte dos munícipes estão voltando a suas residências, e precisam de utensílios básicos para voltarem a viver, na medida do possível, por conta própria.

Abaixo segue o link do site, que possui também uma relação dos remédios que a população mais precisa:

http://www.saoluizdoparaitinga.sp.gov.br/doacao.htm

Essa rua é o acesso principal de quem desce pelo denominado 'trevo de Ubatuba' para o centro histórico, ou para quem pretende subiro bairro São Benedito. Com essa entrada fechada, os carros conseguem acessar o centro histórico descendo o bairro São Benedito, ou entrando por outro trevo na rodovia Oswaldo Cruz, que dá acesso ao bairro Várzea dos Passarinhos.


Ou, para quem prefere arriscar, agora é possível passar de carro nesse trecho. Pelo menos neste fim de semana era. Mas não é tão fácil. Há ruas quebradas e montes de terra. Inclusive, saindo da rodoviária e andando por essa rua ajudei o dono de uma pousada a empurrar o carro dele, que ficou preso em um monte de terra. Então... bem, cuidado. Com humor infame, vendo essa placa e a situação da rua, foi inevitável pensar "é... passar por aqui, só voando".


As imagens seguintes mostram a situação das calçadas e ruas, que a cada dia que passam parecem desabar mais. Ao fundo da imagem da esquerda há uma capelinha, que foi parcialmente destruída. Colocarei uma imagem dela também.



Dois minutos depois o carro ao fundo havia dado a meia volta e ficou preso no monte de terra, mas acredito ser dispensável colocar imagem disso. Mas foi engraçado.


Essa é a visão que tive da escola Coronoel Domingues de Castro em minha penúltima visita. O muro da escola desaparecera. Aparentemente terminaram de tirar o que havia sobrado, pois duas semanas depois vi que o muro já estava sendo reconstruído. Os dois locais sem telhado na foto já estão ganhando novas telhas. Há prioridade na reparação das escolas, para que os estudantes retornem às salas de aula efetivamente, ao invés de ficarem em locais improvisados.

Há casas no centro histórico que ainda estão assim. Em minha penúltima visita, dava para acessar algumas das casas caídas. Neste final de semana, as ruínas já estavam isoladas. Em alguns lugares, parte do entulho diminuiu, porém no geral há MUITO que se limpar ainda. Acredito que não levará menos de um mês para o entulho das casas ser retirado. Isso porque nem incluí os entulhos da igreja matriz.

Essa foto foi tirada no bairro Várzea dos Passarinhos, em minha penúltima visita. A casa estava quase que totalmente caída, com muros inteiros ao chão. A curiosidade falou mais alto, passei por cima de alguns muros, enchi o pulmão de ar e respirei para aguentar o péssimo cheiro. Havia moscas por ali, e pelo fato de a casa ser num trecho afastado, fiquei com medo de ter alguma criatura peçonhenta nas ruínas. Tirei essa e algumas outras fotos e sumi dali.

As imagens a seguir são de um casarão situado no denominado 'Quatro cantos', próximo do local da Capela das Mercês. Discute-se reconstruir os casarões usando as mesmas técnicas empregadas antigamente, como taipa e pau-a-pique. Eu acho que isso é pedir para que as casas caiam de novo, e sem uma razão útil. As casas não serão mais patrimônio, não serão mais seculares, então ao menos refaçam-nas de modo a dar um pouco de segurança aos moradores.





O Mercado Municipal já está bastante limpo. Essa imagem é de minha penúltima visita à cidade, e nesse fim de semana eu notei que alguns comércios já voltaram a funcionar lá também. Aos poucos o comércio na cidade está se reestabelecendo, mas a questão não é apenas limpar, organizar o estoque e abrir as portas. Deve-se levar em consideração se, depois disso tudo, ainda haverá consumidores para determinado produto. As portas estão voltando a se abrir, e espero que não fechem.

2 comentários:

  1. uau Fe, a foto do bairro Várzea dos Passarinhos é muito boa.... parabéns!

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  2. Amigo, voce sabe que a cidade está repassando as doações que nao foram aproveitadas??? As doações estao sendo repassadas para empresas que se utilizam do nome de Instituições de Caridade para revenderem essas roupas, será que a prefeitura sabe de tal esquema???

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