sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Reunião

E para quem achou que hoje seria um dia tranquilo, me enganei completamente. Às 9 da manhã estava esperando o professor Felicio Murade, que me ligara ontem à noite falando do projeto, em frente à reitoria da universidade. Às 10:15 estávamos em São Luiz: eu, o professor Felicio, o assessor da reitora Edson Alves, a professora Angela Loures e a quase publicitária Cecilia (que esqueci o sobrenome).

Nos encontramos com dois jornalistas - Luiz Egypto e Judas Tadeu, e começamos a discutir o projeto. Em resumo, a ideia é produzir um jornal quinzenal acompanhando as ações que estão sendo ou serão tomadas no município. Sem puxar sardinha de ninguém. A impressão será realizada na Imprensa Oficial, e a independência de publicidade contribuirá para isso.

E, coincidência ou não, é um tema que semelhante ao que abordarei no meu trabalho de conclusão de curso. O professor Felicio só ficou sabendo do meu tema hoje cedo, quando tivemos tempo para conversar. Ele se assustou ao saber, pois só me chamara pelo fato de ainda constar no meu cadastro na faculdade como residente de São Luiz.

Eu serei um dos repórteres do jornal, e há a intenção de chamar mais um ou dois estudantes para acompanhar o município no âmbito jornalístico. Eles queriam um full-time para ficar no município, e não ficaram muito felizes de verem que eu não moro mais lá. Cogitaram negociar no meu estágio a possibilidade de passar alguns dias da semana no outro município. Queriam que eu ficasse um bom tempo afastado, mas não posso ser sacana a esse ponto com minha equipe de assessoria, que precisa dos estagiários pelo menos em alguns dias da semana, como quarta-feira, dia de sessão ordinária.

Eu pedi que conversassem para, no máximo, eu ficar um ou dois dias da semana em São Luiz, além do final de semana. Acredito que seja tempo suficiente para desenvolver a minha matéria quinzenal, visto que o jornal terá quatro páginas, e as matérias não poderão ser muito abrangentes. Mesmo um ou dois dias ainda me trazem peso na consciência.

De qualquer maneira, se houver um consenso benéfico para todos os lados ficarei contente. É uma oportunidade de ouro para conseguir ganchos para o meu trabalho, inclusive com as fontes que serão consultadas pelo jornal. Inclusive, Luis Egypto fora indicado pelo meu professor orientador Robson Bastos a ser entrevistado. Ele mal imaginava que eu trabalharia com o Egypto.

Definimos as pautas da primeira edição, e logo colocaremos mãos à obra. Falta definir vários detalhes, mas faremos isso enquanto trabalhamos.

Paralelo à nossa reunião, estava havendo uma outra reunião também na Casa Oswaldo Cruz, com vários especialistas, de várias áreas, que estavam dividindo setores a serem trabalhados para a reconstrução do município. A prefeita Ana Lucia também estava lá. Nossa reunião durou cerca de duas horas, e em seguida fomos acompanhar a outra reunião, que durou bem mais do que a nossa.

Dentre as pausas, quando eu cessava minhas anotações, tentava encontrar um momento para falar com a prefeita, porém ela, obviamente, era a pessoa mais ocupada ali. No final da reunião a vi em despedida dos outros que participaram da reunião, e logo eu terminara de conversar com o diretor de Turismo da cidade, Eduardo Coelho, ou Dudu, Ana Lucia passou por mim.

Fui atrás dela, pedindo um minuto de atenção, e ela respondeu sorrindo que estava correndo para outra reunião. Insisti em apenas um minuto de atenção, e ela consentiu. Me apresentei, expliquei que morei lá por três anos, e aparentemente ela ficou mais à vontade para conversar, perguntando em que parte da cidade eu morei, e de quem era filho. Ela reconheceu minha mãe, que trabalhara para um parente seu, e o meu tio, que possui uma pousada no município. Sem delongas, pedi a ela que aceitasse ser fonte do meu trabalho, ressaltando minha compreensão quanto ao fato de ela, obviamente, não ter muito tempo de sobra nesses tempos. Ela afirmou que fará o possível para ajudar, e indicou algumas fontes.

Cheguei quase duas horas atrasado no estágio, mas fiquei contente com as conversas improvisadas e a aquisição de novas fontes, principalmente pelo fato de ontem mesmo eu ter escrito que insistiria em um meio para conversar com a prefeita. Não há como não ficar otimista com o resultado do trabalho.

Já tenho um número razoável de fontes, e pretendo passar esse final de semana produzindo uma pauta suficiente para obter informações suficientes relacionadas ao primeiro bimestre desse ano.

Meus professores me chamaram de canto durante a reunião dos especialistas, falando para eu não cobrir tudo. Disseram que eu ficaria maluco de prestar atenção, gravar e anotar tudo. Obviamente não dei tanta importância a tudo o que disseram, porém fiz anotações suficientes para conseguir mais ganchos para minhas pautas. E isso tudo sem ficar (mais) maluco.

Um comentário:

  1. Parabéns pelos avanços... o destino parece mesmo que escreve certo por linhas tortas. Boa sorte na nova jornada! Precisamos trocar umas figurinhas dos tccs qqr dia.

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